ENTRANDO NO MUNDO DA MÚSICA CLÁSSICA



Foto: Orquestra Filarmônica de Minas Gerais


          Muitas pessoas não conseguem passar muito tempo ouvindo uma orquestra porque acham as músicas muito longas e cansativas, e acabam desistindo. No nosso atual tempo, e com o tempo corrido que temos, fica cada vez mais difícil parar para apreciar a música e sua essência. Até porque muitas das músicas clássicas são instrumentais, e as óperas, bom, as óperas nem sempre são muito chamativas para o atual público.

        Hoje em dia os jovens, em sua maioria, preferem as músicas que tragam mensagens mais diretas, com uma linguagem simples, que eles possam entender e compreender em poucos segundos. O julgamento hoje das músicas infelizmente é muito rápido, em menos de um minuto o atual público diz se a música é “boa” ou não.

           O que falta hoje é tempo e paciência, o mundo estar acelerado, e cada vez mais, as pessoas têm menos tempo para parar e ouvir calmamente uma música, e se for uma sinfonia então... aí é que não se tem muito tempo pra parar e ouvir.
E então como podemos nesses tempos corridos dos últimos anos, parar para ouvir uma música tão longa e instrumental?

PERÍODOS HISTÓRICOS DA MÚSICA


Primeiramente a música clássica tem alguns séculos de existência, então tem muita história envolvida. Na história da música ocidental a dividimos em seis períodos. São eles:

Música Medieval – até 1450;
Música Renascentista – 1450 à 1600;
Música Barroca – 1601 à 1750;
Período Clássico – 1750 à 1810;
Romantismo – 1810 à 1910;
Música do Século XX – 1901 em diante.

          Foi na Música Barroca que os instrumentos tiveram o seu advento e as primeiras músicas instrumentais foram compostas.

             Os grupos de câmaras foram aumentando gradativamente e as formas (estilo) de composição foram ganhando mais espaço. Muitos compositores buscaram as igrejas e os reinos como refúgios e uma forma de se manterem com uma estabilidade. Podendo compor suas músicas e  tendo pequenos grupos para testar ou estrear suas novas composições. Dentre estes compositores alguns se destacaram no período barroco como foi o caso de Johann Sebastian Bach, um verdadeiro artesão da música, produzindo semanalmente muitas composições para a igreja luterana, na Alemanha. Quem nunca ouviu a Tocata e Fuga e se imaginou num filme de suspense de Hollywood? Ou o prelúdio nº 1 em Dó Maior que ficou muito mais conhecido quando Charles Gonoud usou sua harmonia para servir de base para sua Ave Maria? No entanto sua importância só é reconhecida séculos mais tarde.
No período Clássico Haydn e Mozart vêm com suas composições nos estilos de forma sonatas (falaremos desse estilo de composição em outro post). Uma grande composição de Mozart que todos reconhecem (mas talvez nem saibam de quem é) é a famosa Eine Kleine Nachtmusik (Pequena Serenata Noturna), claro que todos na sua maioria só conhecem a sua primeira parte.

          Na transição entre o Classicismo para o Romantismo estar Ludwig van Beethoven e os seus “exageros” na harmonia que abre caminho mais tarde para que Richard Wagner chega a um grande ápice nas estruturas harmônicas e assim um leque de possibilidades na harmonia são exploradas e difundidas.

Sugestões para as primeiras músicas a se ouvir


          Acredito que o mais óbvio é começar por músicas simples, para aprender e acostumar o ouvido a ouvir esse novo tipo de música. Ouvir aquilo que já conhecemos na música clássica ajuda muito nessa familiarização.
          
           Então vamos às músicas que seria um bom início nesse novo mundo.

Tocata e Fuga – J. S. Bach

Pequena Serenata Noturna, 1º Movimento – W. A. Mozart

Pur Elise – L. van Beethoven

Primavera – A. Vivaldi

Cânone – J. Pachelbel




por Amauri Barbosa

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